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23 de Janeiro de 2019
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    Bayard Fischer permanecerá preso

    Publicado por Veredictum
    há 9 anos

    Uma liminar em habeas corpus impetrado em favor de Bayard Fischer foi negada pela Desembargadora Laís Rogéria Alves Barbosa, da 2ª Câmara Criminal do TJRS na sexta-feira (12).

    A prisão ocorrida na quinta-feira (11) que "foi realizada em razão de informações sobre uma possível fuga para o Exterior", conforme o diretor do Deic, delegado Ranolfo Vieira Junior, foi mantida pela magistrada, em razão do teor de receptações telefônicas que indicavam a intenção do réu em se desfazer do seu patrimônio, além da elaboração de rotas de fuga, e da morte de um dos acusados.

    Com fundamento no mesmo artigo de determinou a prisão do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda , qual seja - o art. 312 do Código de Processo Penal - foi mantida a prisão de Bayard para garantia da ordem pública, conveniência da instrução criminal e para assegurar a aplicação da lei penal.

    Entenda do caso:

    Bayard Fischer é réu em processo criminal, constando como suposto mandante do assassinato do médico Março Antônio Becker. Becker foi morto na noite de 4 de dezembro de 2008, com quatro tiros, quando estava em seu carro, um Gol, quase em frente a um restaurante, na Ramiro Barcelos, no bairro Floresta, em Porto Alegre. Os assassinos estavam em uma moto Falcon, de cor preta.

    De acordo com as investigações chefiadas pelo titular da Delegacia de Homicídios, Rodrigo Bozzetto, o assassinato do vice-presidente do Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul - Cremers, o oftalmologista Março Antônio Becker, teria sido um recado aos outros membros do Conselho, que no dia 11 de dezembro de 2008 julgariam a cassação do registro de Bayard Fischer, o que efetivamente ocorreu.

    Além da forte influência de Becker no Conselho, o crime teria sido motivado pela inimizade entre a vítima e o andrologista Bayard Ollé Fischer.

    No total, doze pessoas serão julgadas pelo envolvimento no assassinato do vice-presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio Grande do Sul (Cremers) Março Antônio Becker. Conforme o Ministério Público Estadual, oito delas teriam participação direta no homicídio e outras quatro são acusadas de crimes relacionados ao caso.

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